8 August 2016

Encontre o coelho branco...




Sonho mágico no comercial da Sharp produzido pela Start Anima.

6 July 2016

Projeto "Ocupa Maluca" - Série "Alice" de Rafael Bqueer

 Rafael Bqueer


 Rafael Bqueer


 Rafael Bqueer

O trabalho "Alice" surgiu em 2014, enquanto Rafael estava na Escola Nacional de Belas Artes da UFRJ, em intercâmbio. A vivência com escolas de samba e os preparativos para a Copa do Mundo mostraram ao artista várias situações de conflito social e racial. O artista, sensibilizado com essa realidade, cria Alice. "Isso levou-me a pensar em um trabalho que criticasse e ironizasse a posição do negro e o histórico das favelas, numa cidade idealizada para o turismo e que carrega o slogan Cidade Maravilhosa. Assim nasce Alice", diz Rafael Bqueer.

O trabalho consiste em andar pelas ruas, favelas, lixões e subúrbios, com o figurino típico da personagem, com questionamentos sobre corpo, comportamento, conflitos sociais e a posição do negro. "Esse trabalho levanta várias reações dos espectadores em espaços públicos, que respondem na maioria das vezes com falas absolutamente racistas ou homofóbicas", conta Rafael."

fonte:SRZD

4 July 2016

The delights of encountering the original manuscript for “Alice in Wonderland”




"In the middle of a bright yellow room at The Morgan Library and Museum in New York sits the 150-year-old original manuscript of Alice’s Adventures in Wonderland, written and self-published by the enigmatic Oxford University mathematics teacher Charles Lutwidge Dodgson—better known by his pen name, Lewis Carroll.


 (Photography by Graham S. Haber)


One of the most popular works in English literature, Alice in Wonderland (originally titled Alice’s Adventures Under Ground) started as oral tale to entertain three children—sisters Lorina, Edith, and Alice Liddell—during a boating trip down the Thames River on a hot summer day in 1862. Carroll, then a young Oxford tutor, spun the fantastic tale packed with riddles, puzzles, and logic games, partly to practice his lessons in mathematical logic, which he taught at Christ Church, Oxford, for 26 years."



continue: Quartz

18 June 2016

Alicináticos em ação

Novo membro da Sociedade Lewis Carroll do Brasil.


Quem sou eu?

"Joaquim José Coelho, conhecido artisticamente como J. J. Coelho, tenho 16 anos e sou do interior de Minas Gerais. Apaixonado desde muito pequeno pela arte e sempre tendo Alice como minha musa. Sou absurdamente viciado em mistérios e sempre atiçado pela minha curiosidade enorme (como a de Alice) a resolvê-los, faço justamente isso em meus livros. Gosto de criar histórias onde o imaginário se une com os mistérios da vida real com o intuito, mais criativo impossível, de desvendá-los.

Meu estado civil é "frustrado artisticamente" com afiliação ao "rei da procrastinação", meus enredos sempre tem um dedo Carrolliano no processo criativo e um fundo de verdade. Ou quem sabe eles seriam a verdade só que disfarçada de um livro bobo para que os meros leitores mortais fossem ludibriados? Eis a questão... Escrevo uma série de livros chamada "Em Busca do País das Maravilhas", focando no misterioso passado do Carroll, e arriscando num projeto novo nomeado de "O Segredo do Pássaro Amarelo" um releitura urbana dos contos de Monteiro Lobato.

Também tenho o hábito engraçado de colecionar objetos como chaves antigas de paradeiros desconhecidos. Talvez acreditando que um dia, de repente, uma delas irá abrir uma portinha de 40 centímetros que fica atrás de uma cortina ou uma passagem no tronco de uma árvore."

Minha página



14 May 2016

13 May 2016

Heitor Villa-Lobos - Prole do Bebê Nº1 - Branquinha (A Boneca De Porcelana)



Compositor Brasileiro: Heitor Villa-Lobos (1887 - 1959)
Obra: Prole do Bebê Nº1 - Branquinha (A Boneca De Porcelana)
Piano: José Echaniz
Ilustrações: John Tenniel


fonte

12 March 2016

26 February 2016

magical rabbits and hares



Basil Valentine engraving



"Though now Nature in Art by Eleanor Ludgateassociated with the Holy Trinity in Christian iconography, the original, pre-Christian meaning of the Three Hares design has yet to be discovered, but we can glimpse possible interpretations by examining the wealth of world mythology and folklore involving rabbits and hares.

In numerous traditions, these animals were archetypal symbols of women, femininity, female deities, and women's hedgerow magic, associated with the lunar cycle, fertility, longevity, and rebirth. If we dig a little deeper into their stories, we find that they are also contradictory, paradoxical creatures: symbols of both cleverness and foolishness, of femininity and androgyny, of cowardice and courage, of rampant sexuality and virginal purity. In some lands, Hare is the messenger of the Great Goddess, moving by moonlight between the human world and the realm of the gods; in other lands he is a god himself, wily deceiver and sacred world creator rolled into one."
(…)


Three Hares by Brian Froud


"In Greco-Roman myth, the hare represented romantic love, lust, abundance, and fercundity. Pliny the Elder recommended the meat of the hare as a cure for sterility, and wrote that a meal of hare enhanced sexual attraction for a period of nine days. Hares were associated with the Artemis, goddess of wild places and the hunt, and newborn hares were not to be killed but left to her protection. Rabbits were sacred to Aphrodite, the Thumper (from my novel The Wood Wife) by Brian Froudgoddess of love, beauty, and marriage -- for rabbits had “the gift of Aphrodite” (fertility) in great abundance. In Greece, the gift of a rabbit was a common love token from a man to his male or female lover. In Rome, the gift of a rabbit was intended to help a barren wife conceive. Carvings of rabbits eating grapes and figs appear on both Greek and Roman tombs, where they symbolize the transformative cycle of life, death, and rebirth."


Nature in Art by Eleanor Ludgate


(…)


"The Celts used rabbits and hares for divination and other shamanic practices by studying the patterns of their tracks, the rituals of their mating dances, and mystic signs within their entrails. It was believed that rabbits burrowed underground in order to better commune with the spirit world, and that they could carry messages from the living to the dead and from humankind to the faeries."







13 February 2016

'Close Your Eyes Or You Won't See Anything' Jan Svankmajer

Cabeça de Criança, de Gottfried Helnwein
Coleção Ludwig / CCBB - São Paulo


21 January 2016

Surrealices


"Roland Topor (January 7, 1938 – April 16, 1997), was a French illustrator, painter, writer, filmmaker and actor, known for the surreal nature of his work. He was of Polish-Jewish origin and spent the early years of his life in Savoy where his family hid him from the Nazi peril." know more

14 December 2015

Curiology

Amazing journey:Curiology - visit me!


 

12 December 2015

Esperando pelo monstro….




ALICE NO CINEMA: Uma recriação de Jan Švankmajer


Dirce Waltrick do Amarante*


Alice, de Jan Švankmajer  


No final de Alice no País das Maravilhas, do escritor inglês Lewis Carroll (1832 - 1898), a irmã mais velha de Alice imagina como será aquela menininha depois de crescida e se pergunta se ela ainda guardará da infância a imaginação fantasiosa:

"Por fim, imaginou como seria essa mesma irmãzinha quando, no futuro, fosse uma mulher adulta; e como conservaria, em seus anos maduros, o coração simples e amoroso de sua infância; e como iria reunir outras criancinhas à sua volta e tornar os olhos delas brilhantes e impacientes com muitas histórias estranhas, talvez até com o sonho do País das Maravilhas de tantos tempos atrás; e como iria sofrer com todas as suas mágoas simples dessas crianças, e encontrar prazer em todas as alegrias simples delas, lembrando sua própria vida de criança, e os dias felizes de verão" (CARROLL, 2009, p.149).


O filósofo alemão Walter Benjamin afirma, todavia, que resgatar o passado por inteiro é tarefa impossível. Segundo Benjamin (1995, p.105), o passado vem sempre envolto na “poeira de nossas moradas demolidas” e influenciado pelas nossas experiências posteriores. O passado só consegue sobreviver, portanto, como ficção, como adaptação dele mesmo. Sendo que a adaptação, como afirma a estudiosa canadense Linda Hutcheon, é sempre “uma repetição, porém sem replicação, unindo o conforto do ritual e do reconhecimento com o prazer da surpresa e da novidade. Como adaptação, ela envolve memória e mudança, persistência e variação” (HUTCHEON, 2011, p. 229-230).

Talvez Alice, se a considerarmos agora uma pessoa real, nunca mais contará seu sonho da mesma forma, como supôs a sua irmã, porém não devemos apressadamente concluir que, por causa disso, o seu “novo” sonho não terá valor. O “novo” sonho será uma adaptação do primeiro, e essa adaptação não deverá seu “sucesso” à fidelidade ao texto original.

Além disso, quem poderá nos garantir que a história narrada oralmente por Lewis Carroll, durante um passeio de barco com Alice Liddell e suas irmãs, é exatamente aquela história improvisada que ele posteriormente decidiu passar para o papel e que agora nós lemos como um dos clássicos da literatura de língua inglesa?

Alice no País das Maravilhas ganhou muitas adaptações (muitas traduções, eu diria) ao longo dos anos, desde adaptações “simplificadas” para crianças -- como se o livro não tivesse sido escrito a pedido de uma criança, a própria Alice Liddell -- até versões muito mais enigmáticas e soturnas do que próprio livro, como é o caso da versão para o cinema do cineasta tcheco Jan Švankmajer (1934 -), Alice, de 1989.

Em Alice, Jan Švankmajer combinou técnicas de animação com a atuação de uma atriz mirim, Kristyna Kohoutova, o que, num primeiro momento, pode levar o espectador a associar o filme diretamente com o público infantil. Esse, porém, não é o caso da adaptação cinematográfica de Švankmajer  que, do enredo original de Carroll, ressaltou o seu aspecto onírico explorando o que nele tem de mais sombrio e apavorante. O filme do diretor tcheco assume, assim, características de verdadeiro pesadelo e adentra, muitas vezes, o gótico e o grotesco.

No filme de Švankmajer  Alice não é mais uma inocente garotinha (tal como ela foi retratada originalmente por John Tenniel), que se vê de repente sozinha num mundo do qual desconhece as regras mais elementares de convivência social. Na adaptação tcheca para o cinema, que entendo aqui como um tipo de tradução de uma mídia (a página) para outra (a tela), Alice é um ser enigmático e se revela, aos poucos, tão ou mais apavorante do que os outros personagens desse estranho País das Maravilhas.

Alice, de Jan Švankmajer  

Alice, de Jan Švankmajer  

Outro personagem conhecido de Alice no País das Maravilhas é o Coelho Branco, que na versão original parece mais assustado – sempre com receio de chegar atrasado ou de fazer algo que mereça punição – do que assustador:

"Era o Coelho Branco caminhando de volta, devagar, olhando ansioso para todos os lados como se tivesse perdido alguma coisa; e ela o ouviu murmurar consigo mesmo: ‘A Duquesa! A Duquesa! Oh, minhas patas queridas! Oh, meu pelo e meus bigodes! Vai mandar me executar, tão certo quanto doninhas são doninhas!" (CARROLL, 2009, p. 43).

No filme de Švankmajer  contudo, o Coelho Branco é tão ameaçador quanto a Rainha de Copas, e está sempre carregando facas, tesouras, alfinetes. Nesse pesadelo tcheco, que certamente paga tributo a Franz Kafka, o espectador não encontra nenhum momento de conforto, ao contrário do que acontece com o leitor de Alice, de Carroll, que sempre tem motivos para sorrir, mesmo quando ele se depara com personagens absolutamente agressivos, como é o Grifo, a Lagarta etc. No nonsense de Carroll, opina Jean-Jacques Lecercle (1994, p. 100), a preocupação com o agon é exagerada demais para ser sincera. Desse modo, não conseguimos levar totalmente a sério os xingamentos dos personagens do escritor inglês.

Coelho Branco, Alice de Jan Švankmajer  

O leitor de Carroll encontrará, em suma, passagens leves e engraçadas, repletas de arbitrariedades. No capítulo 3, “Uma corrida em comitê e uma história comprida”, por exemplo, algumas aves e outros bichos se espalharam por uma pista de corrida e começaram a correr quando bem entenderam, de modo que não foi fácil saber quando a corrida havia terminado. Contudo, quando estavam correndo já havia uma meia hora, e completamente secos de novo, o Dodô de repente anunciou: ‘A corrida terminou!’ e todos se juntaram em torno dele, perguntando esbaforidos: ‘Mas quem ganhou? (CARROLL, 2009, p. 36).

Poder-se-ia dizer, talvez, que o filme de Švankmajer está muito mais próximo da estética “absurda” do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906 – 1989), sem excluir algumas pitadas estratégicas de Kafka, do que propriamente do nonsense inglês de Lewis Carroll, muito mais ameno e poético.

Roland Barthes afirma que a dramaturgia de meados do século XX, na França, em especial aquela que foi chamada de “teatro do absurdo”, e da qual Beckett era um dos pilares, “tende, não a contestar a pessoa humana, mas, o que talvez seja mais incômodo, a fazer como se ela não existisse” (BARTHES, 2007, p. 301). Carroll não contestava a pessoa humana, contestava apenas que essa pessoa tivesse uma ideia imutável sobre ela mesma, uma vez que Alice está sempre em transformação. Quando a Lagarta pergunta a Alice quem ela é, ouve a seguinte resposta: “Eu... eu mal sei, Sir, neste exato momento... pelo menos sei o que eu era quando me levantei esta manhã, mas acho que já passei por várias mudanças desde então” (CARROLL, 2009, p. 55).

Enquanto Carroll faz Alice diminuir e crescer, ou seja, modificar-se, Švankmajer faz a personagem desaparecer, restando dela, muitas vezes, só uma boca sem rosto, a qual narra a história, numa cena muito semelhante à boca que “atua” na peça Not I (1972), de Samuel Beckett. A Alice de Švankmajer não mais dialoga com personagens “impossíveis”, mas mergulha num interminável monólogo sombrio que nos leva a pensar numa desesperada solidão, própria dos personagens beckettianos.


Alice, Jan Svankmajer


A complexa “tradução” de Švankmajer não parece ter levado em conta um público específico. O filme do cineasta tcheco não “estica e encolhe” com tanta facilidade quanto o livro de Carroll, que fascina leitores das mais variadas idades. Contudo, Švankmajer não parece preocupado com um receptor ideal, a qual caracterizaria, segundo Walter Benjamin, a intenção de toda má obra, seja ela uma tradução convencional ou, como neste caso, antes de tudo um diálogo entre duas mídias:

"Nunca, levar em consideração o receptor de uma obra de arte ou de uma forma artística revela-se fecundo para o seu conhecimento. Não apenas o fato de estabelecer uma relação com determinado público ou seus representantes constitui um desvio; o próprio conceito de receptor ‘ideal’ é nefasto em quaisquer indagações de caráter estético, porque estas devem pressupor unicamente a existência e a essência de um homem em geral" (BENJAMIN, 2010, p. 203).

Em sua adaptação de Alice, Švankmajer adota uma estética pessoal e dialoga com os conceitos de grotesco, de horror e de surrealismo... Sua adaptação, portanto, não pode ser comparada a outras da Disney, nem mesmo à recente adaptação de Tim Burton, cujo mestre, no entanto, é Edward Gorey (1925-2000), discípulo de Carroll e Edward Lear, os pais do nonsense inglês.

As adaptações da Disney têm um público específico, as crianças, e fala para esse público específico como todo filme comercial. Além disso, as versões da Disney, principalmente a de Tim Burton, enfatizam os momentos de ação e redundam na aventura eletrizante, e, desse modo, visam acima de tudo satisfazer a um tipo estereotipado de espectador. Esses diretores aparentemente compartilharam os princípios elucidados por Erwin Panofsky, em destaque o simples prazer “de as coisas parecerem mover-se, não importa que coisas fossem” (LECERCLE, 1994, p. 345).

Se nos filmes da Disney sobra movimento e aventura, reduz-se neles o conteúdo estético. No filme de Švankmajer  os poucos movimentos e, em decorrência, as poucas ações nos conduzem, graças à sua elaborada linguagem, a uma atmosfera claustrofóbica, como se estivéssemos caindo na estreita toca do coelho ou trancados para sempre na casa do Coelho Branco.


Referências

CARROLL, Lewis. Alice. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.

BARTHES, Roland. Escritos sobre teatro. Tradução de Mário Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

BENJAMIN, Walter. Rua de mão única: obras escolhidas. Volume II. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho e José Carlos Martins Barbosa. São Paulo: Brasiliense, 1995.

BENJAMIN, Walter. “A tarefa do tradutor”. Tradução de Susana Kampff Lages. In HEIDERMANN, Werner. Clássico da teoria da tradução. Florianópolis: UFSC/ Núcleo de Pesquisa em Literatura e Tradução, 2010, p. 203.

HUTCHEON, Linda. Uma teoria da adaptação. Tradução de André Cechinel. Florianópolis: Editora da UFSC, 2011.

LECERCLE, Jean-Jacques. Philosophy of nonsense. Londres: Routledge, 1994.

SVANKMAJER, Jan. Alice. Magnus Opus, 2007. DVD

* Professora da Universidade Federal de Santa Catarina. Autora, entre outros de James Joyce e seus tradutores (Iluminuras). Traduziu uma adaptação clássica de 1903 de Alice no País das Maravilhas (Rafael Copetti Editor), de Lewis Carroll.

E-mail: dwa@matrix.com.br


21 November 2015

Clássica adaptação de Alice traduzida por Dirce Waltrick Amarante


Orelhas por Adriana Peliano



Faz tempo que Alice não é nome de menininha. Faz tempo que Alice não é nome de um personagem de estórias curiosas e cheias de surpresas. Alice virou nome de viagem, de sonho, de nonsense, de aventuras na língua e na linguagem. Quando a lagarta pergunta para Alice – Quem é você? – Alice não sabe dizer depois de ter se transformado tantas vezes naquele dia. Às vezes assustada, às vezes entusiamada, se descobre em constante transformação. E assim ela saltou das páginas do livro e se transformou muitas e muitas vezes, seguindo novas modas e modos, numa viagem ao mundo em 150 anos.

Sabemos que a estória de Alice foi contada pela primeira vez por Lewis Carroll em um passeio de barco (1862) com Alice Liddell e suas irmãs. Essa estória deu origem a um manuscrito nomeado como Aventuras de Alice no Subterrâneo (1864) que se desdobrou no clássico Aventuras de Alice no País das Maravilhas (1865). Novos personagens, figuras e diálogos foram criados nesse processo. Anos mais tarde o próprio Lewis Carroll recontaria a estória para crianças pequeninas em The Nursery “Alice” (1890). No início do século passado a editora original de Alice, a Macmillan de Londres, publicou uma adaptação anônima das aventuras de Alice na coleção "Little Folks Edition", lançada inicialmente em 1903. As ilustrações são versões das ilustrações de Tenniel com novas cores e sabores. É essa adaptação você vai encontrar nesse livro.

A história é recontada menos elaborada e complexa, mais simples e acessível, mais fácil de ler, ainda assim envolvente e sedutora. O leitor habituado com o livro original irá preceber trechos que foram excluidos e algumas mudanças que foram feitas também. Mas como ler Alice é uma viagem sem fim, esse livro é um novo convite, como um coelho branco nos enfeitiçando para mergulhar em sua toca mágica, aonde muitas portas ainda esperam serem abertas por leitores curiosos e corajosos. Como Alice que cresce e diminui tantas vezes em suas aventuras, esse livro é uma Alice que bebeu da garrafa escrito “beba-me” e encolheu de tamanho. Agora é papel do leitor comer o bolo na tradução fluida e divertida de Dirce Waltrick do Amarante, que viajou no país das maravilhas para brincar com as palavras, o nonsense e a arte das transformações e alicedélicas alicinações.

Adriana Peliano

29 October 2015

The Burlesque Alice in Wonderland





Lily Verlaine as Caterpillar, Scene: Metamorphosis, Photo: Chris Blakeley



Lily Verlaine as Caterpillar, Scene: Metamorphosis, Photo: Chris Blakeley


Through the Looking Glass - The Burlesque Alice in Wonderland

23 October 2015

29 September 2015

Amei-zing alice! Evento no Rio de Janeiro 11/12 outubro

Saiba mais sobre o evento
 aqui





Fotos: Rodrigo Menezes
Alice: Maite Serejo Benghi

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"No ano do 150º aniversário da obra : Alice no País das Maravilhas, a Cidade das Artes preparou uma surpresa para comemorar, com elegância e brincadeira, o dia das Crianças no país das maravilhas. E convidou artistas de diferentes áreas para conduzir o espectador a um novo e colorido território onde tudo tem curiosas e possíveis formas de se apreciar. Já imaginou tomar um chá inglês na mesa de Alice, ao lado de um legítimo “chapeleiro maluco”? E que tal usar a criatividade para montar seu próprio caleidoscópio? Se tiver com bastante energia, pode pular e dançar à vontade numa balada com músicas vitorianas ou brincar de coisas doidas, com os gêmeos Tweedledee e Tweedledum.

"Essas são algumas das atrações programadas para encantar crianças de todas as idades nos dias 11 (domingo) e 12 (dia das crianças), das 14 às 18 horas, na Cidade das Artes. E tem muito mais, mas tem que vir pra ver. Ou sentir!!! É que na entrada do evento, o público guiado pelo próprio Lewis, receberá uma venda para tapar os olhos e embarcar no piquenique onde tudo começou. Essa viagem sensorial, promete provocar nossas sensações e nos levar ao universo lúdico de Alice no país das maravilhas – universo este que, brinda a infância enquanto revela intermináveis e boas surpresas! Você vem?"


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Fotos: Rodrigo Menezes
Alice: Maite Serejo Benghi

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“Always in search of curious objects, broken toys, bits of things and traces of stories, Adriana Peliano stitches together desires, monsters and fairy tales. Her collages and metamorphic assemblages are magical and multiple inventories, where logic is reinvented with new meanings and narratives, creating language games and dream labyrinths. Everything is transformed to tell new stories that dislocate our way of seeing, inviting the marvellous to visit our world.” “Sempre em busca de objetos curiosos, restos de brinquedos, cacos de mundos e rastros de estórias, Adriana Peliano costura desejos, monstros e contos de fadas. Suas colagens, metamofoses e assemblagens despertam inventários mágicos e múltiplos, onde a lógica do cotidiano é reinventada em novos sentidos e narrativas, criando jogos de linguagem e labirintos de sonhos. Tudo se transforma para contar novas estórias, abrindo portas para o maravilhoso.”