27 August 2015

"Mínima Alice", conto de Wilson Bueno em edição comemorativa de 150 anos de Alice no País das Maravilhas





Conheci o brilhante escritor Wilson Bueno em 2008 e mantivemos uma constante correspondência literária e afetiva até o momento de seu trágico falecimento em 2010. Em abril do mesmo ano ele veio a São Paulo para uma instigante palestra no primeiro evento da Sociedade Lewis Carroll do Brasil "Um dia Alice, 2010". Nessa ocasião tive o privilégio e a alegria de receber de presente um conto precioso, uma nova aventura de Alice em suas transformações estonteantes e cheias de descobertas inusitadas.

"Mínima Alice" ficou guardada comigo durante esses anos de saudades, até que resolvi acordá-la em homenagem ao aniversário de 150 anos da obra de Lewis Carroll "Alice no País das Maravilhas". Apresentei então o conto para Evandro Rodrigues da editora Katarina Kartonera que se entusiasmou e se dedicou a produzir uma edição limitada do conto com minhas colagens, incluindo uma versão especial com impressão a cores e papéis coloridos. As capas são produzidas manualmente por Evandro e os parceiros da editora, fazendo de cada exemplar uma peça única.

Texto: Wilson Bueno
Colagens: Adriana Peliano
Projeto gráfico, produção e capa: Evandro Rodrigues
Colaboração nas capas: Avani Brizzi Zwanziger
Corte e costura do papelão: Índio
Editora: Katarina Kartonera


Edição limitada de capas por Adriana Peliano:









Wilson Bueno

 
foto: João Santana

Palestra: O sentido do Nonsense.  Wilson Bueno, 2010.


Evento "Um dia Alice, 2010" 
no programa entrelinhas.



Quem é Wilson Bueno?  "Wilson Bueno, um dos mais expressivos escritores brasileiros contemporâneos, é autor de inúmeros títulos, em várias vertentes e gêneros literários. Autor da novela Mar Paraguayo (editora Iluminuras, São Paulo), publicada na Argentina, Chile, México, Cuba, Estados Unidos, e objeto de teses e seminários num arco que vai da USP à Universidade do Cabo, passando por Berkeley e Sorbonne, é considerada, por sua inventiva construção ( portunhol e guarani) um clássico contemporâneo. Prodigioso fabulista, estrito senso, é igualmente notável e dona de extensa fortuna crítica, o que chama de sua “trilogia zoofílica” constituída por Manual de Zoofilia (Noa Noa), Jardim Zoológico (Iluminuras) e Cachorros do Céu (editora Planeta, finalista do Prêmio Portugal Telecom/2006). Ao lado de Augusto de Campos, Décio Pignatari e Josely Vianna Baptista é um dos únicos autores vivos da literatura brasileira a integrar a recém-lançada, nos Estados Unidos, The Oxford Book of Latin American Poetry ( Oxford Press University, 706 págs.) considerado pelo “New York Times” a mais importante antologia do gênero até hoje publicada em língua inglesa."

Colagens de Adriana Peliano


Centro Cultural Casa das Rosas, São Paulo.

"Centro de Apoio ao Escritor da Casa das Rosas, Coordenador Reynaldo Damazio, e Frederico Barbosa, Diretor, recebem o editor Evandro Rodrigues, da Katarina Kartonera, e a ilustradora Adriana Peliano, no lançamento do conto "Mínima Alice", de Wilson Bueno, e celebrando os 150 anos de publicação de "Alice no país das maravilhas", de Lewis Carroll!"


Reynaldo Damazio, Adriana Peliano e Evandro Rodrigues.

Biblioteca Casa das Rosas:





Sobre a editora:


"Um projeto editorial alternativo de livros artesanais, autossustentável, sem fronteiras e ecológica. Os livros da Editora Alternativa Katarina Kartonera são basicamente feitos à mão, exclusivos, frutos de uma consciência político-social de inclusão, que recicla materiais, como os papelões, recuperando-os ecologicamente e vinculando na produção e comercialização a participação de escritores, catadores e interessados por confecções de livros artesanais."

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“Always in search of curious objects, broken toys, bits of things and traces of stories, Adriana Peliano stitches together desires, monsters and fairy tales. Her collages and metamorphic assemblages are magical and multiple inventories, where logic is reinvented with new meanings and narratives, creating language games and dream labyrinths. Everything is transformed to tell new stories that dislocate our way of seeing, inviting the marvellous to visit our world.” “Sempre em busca de objetos curiosos, restos de brinquedos, cacos de mundos e rastros de estórias, Adriana Peliano costura desejos, monstros e contos de fadas. Suas colagens, metamofoses e assemblagens despertam inventários mágicos e múltiplos, onde a lógica do cotidiano é reinventada em novos sentidos e narrativas, criando jogos de linguagem e labirintos de sonhos. Tudo se transforma para contar novas estórias, abrindo portas para o maravilhoso.”